Antes do som, havia o *Um —
tronando em trono de aurora,
só, coroado de fogo,
pensando o mundo em silêncio.
Dele fluíam rios de luz,
e cada raio era um pensamento vivo.
O ouro do seu palácio era tempo,
e o tempo, sua respiração.
Mas no fundo do abismo,
onde o eco não ousa descer,
se contorcia Veneno —
irmão esquecido, sombra do desejo.
Ele fitava a coroa ardente,
ansiando provar-lhe o poder;
mas toda vez que se ergueu do nada,
a mão do Um o lançou de volta à noite.
Então veio Luz Bela,
prisioneira no laço de trevas.
O Um desceu, por piedade,
e libertou-a da teia do horror.
E da união da chama e do brilho
nasceram os Quatro Imortais,
filhos do amor entre o dia e o alvorecer,
herdeiros da glória e da memória.
Diz-se que os elfos ouviram primeiro
o cântico de sua criação,
e os homens, ao acordar na relva,
choraram sem saber por quê.
Pois a guerra entre os irmãos não cessou,
nem cessará enquanto houver sombra.
Mas o Um, em seu trono de ouro,
mantém acesa a coroa.
E cada estrela é uma lembrança —
um fragmento de sua chama,
cantando em silêncio eterno
que a luz sempre vence o veneno.
*o Um, também chamado de O único pelos elfos, habitava em um trono cheio de luz, sentado em seu palacio feito de ouro, sozinho, e seu irmão, Veneno, morava em um abismo feito de trevas. E Veneno desejava se alimentar com o poder da coroa de fogo do um. E havia guerra entre os dois irmãos, mas o Um sempre jogava Veneno de novo no abismo. O Um tinha forma humanoide, e foi quem criou os homens e os elfos, e também os Quatro Imortais, que eram seus filhos com Luz bela, uma entidade mulher que ele encontrou na beira do abismo, e libertou do seu irmão, Veneno, que era um horrivel ser de corpo de aranha e rosto humanoide.
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