De onde vem, vem, vem
Essa preguiça, neném?
Não vem que não tem,
baiano não tem preguiça, não!
Baiano que lava o mundo,
com seu carinho de anjo,
levanta o dia, levanta o chão,
traz no sorriso a força do irmão.
Não vem que não tem,
não vem que não tem,
preguiça é do poeta,
que sonha pra fazer o bem.
Me dá um beijo, neném,
me dá um beijo, neném,
que a vida é dura, mas brilha também!
Me dá um beijo, neném,
me dá um beijo, neném,
que o mundo é sujo, mas canta também!
Baiano que vem pra São Paulo,
trabalho árduo que não faz o branco,
nem a branca sentada no banco,
do parque sujo, do shopping branco.
Quem limpa tudo?
É o baiano que puxa o mundo!
Trabalhador, trabalhador,
trabalhador é o nosso amor!
Me dá um beijo, neném,
me dá um beijo, neném,
que o amor é canto e é pão também!
Me dá um beijo, neném,
me dá um beijo, neném,
que a Bahia é sol, é mãe também!
Não vem que não tem,
baiano não tem preguiça, neném!
Não vem que não tem,
preguiça é da poesia — que acende o bem!
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