em dedicatória a noam chimsky, o sábio!
o hipócrita, trump,
ergue as mãos manchadas de gás e lucro,
e olha para a áfrica
como quem examina um mapa
feito de veias abertas,
onde o sangue do povo
vira mercadoria.
quer invadir o país africano
pelo gás natural,
como se a terra fosse uma porta
que ele pudesse arrombar
com seus sapatos de ouro sujo;
quer invadir a colômbia
pelo petróleo que dorme
sob o peito quente da selva,
como se o mundo inteiro
lhe devesse obediência.
mas que os russos não deixem,
que se levantem como muralha de gelo
contra o fogo do império;
que o brasil não se sujeite,
não curve a espinha,
não venda sua alma
pelos trocados de um império velho,
cachorro de uma figa,
uivando ordens pela noite.
ah, américa minha,
não essa américa de fuzis,
mas a de poetas,
a de agricultores que guardam o sol nas mãos,
a de crianças que dormem sem fronteiras no coração —
essas sim, são dignas do continente.
e eu digo,
no canto mais alto da minha voz,
como diria o velho neruda
com sua língua de mar e pólvora:
nenhum império vencerá
a terra que desperta.
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