quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Cântico de Zabulom e Issacar

O judaísmo sou eu, amor,

nas pedras do meu coração.

O rabino me disse: “Zabulom”,

mas eu sou Issacar na canção.


Quero ver o mar, descansar,

cantar o Pai Jacó no céu.

Meu Deus, Betel acende

a casa branca do meu véu.


Sou estrangeiro no vento,

sou cativo e amoreiro.

Tenho a dor por alimento,

mas te amo — sem dinheiro.


Ah, mar de leite e de sombra,

leva meu nome à luz de Sião.

Que em cada onda se esconda

meu rosto feito oração.


O judaísmo sou eu, amor,

e arde a estrela no meu chão.

Entre Zabulom e Issacar,

sou canto, sou exílio, sou perdão.


carta para jacób - guache sobre tela





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