O judaísmo sou eu, amor,
nas pedras do meu coração.
O rabino me disse: “Zabulom”,
mas eu sou Issacar na canção.
Quero ver o mar, descansar,
cantar o Pai Jacó no céu.
Meu Deus, Betel acende
a casa branca do meu véu.
Sou estrangeiro no vento,
sou cativo e amoreiro.
Tenho a dor por alimento,
mas te amo — sem dinheiro.
Ah, mar de leite e de sombra,
leva meu nome à luz de Sião.
Que em cada onda se esconda
meu rosto feito oração.
O judaísmo sou eu, amor,
e arde a estrela no meu chão.
Entre Zabulom e Issacar,
sou canto, sou exílio, sou perdão.
carta para jacób - guache sobre tela

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