"Quando eu disse pra minha avó que eu queria ser comediante..."
Eu cheguei todo animado pra minha vó — aquela típica judia polonesa, sabe? Com a chaleira sempre no fogo e o julgamento sempre pronto.
Disse:
“Vó, decidi meu futuro: vou ser comediante!”
Ela parou de mexer o chá, olhou pra mim com aquele olhar que atravessa alma, parede e até o rabino, e disse:
“Mais meu neto… você nunca vai ganhar dinheiro.”
Eu perguntei:
“Por que, vó?”
E ela respondeu, sem piscar:
“Porque… você não é engraçado.”
E aí começou…
Minha mãe na cozinha segurando o riso, meu tio rindo com a boca cheia de borscht, até o cachorro pareceu latir em Yiddish: “Oy vey!”
Mas sabe o que é pior?
No final da noite, minha vó virou pra mim, me deu um beijo na testa e disse:
“Mas se um dia você ficar famoso… só não esquece de me colocar na primeira fila… com desconto.”
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