não sei o nome disso
que acontece quando ele me olha
com aquele olhar que não pergunta
mas aceita.
quando pulo do mundo,
ele está lá
esperando na beirada do tapete
como se eu fosse o sol do universo
dele.
pequeno —
mas cabe inteiro nos meus braços,
e quando dorme no meu peito
é como se o tempo esquecesse de passar.
não sei se é amor,
mas ele me entende
sem palavras,
sem promessas,
sem nenhum contrato além do afeto.
e quando me lambe o rosto
é o mundo que me beija,
limpo,
ingênuo,
inteiro.
eu, homem falho,
quebrado de tantos espinhos,
sou salvo todos os dias
por um cachorro que só quer saber
se volto pra casa.
e eu volto —
porque sei que ali tem um amor
que não pede
nem cobra.
só late.

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