sábado, 13 de dezembro de 2025

Adamantina, Bossa Nova do Oeste


Quarteto I

Adamantina, tua brisa é mansa, sem pressa, 

Um violão de Jobim tocando à beira-sol. 

O céu do Oeste Paulista tem a promessa 

De um fim de tarde em tom de azul e de arrebol.


Quarteto II

A jóia incrustada no sertão que floresce, 

Com o cheiro do café e a calma da fazenda. 

Teu nome é a pedra rara que a memória tece, 

Uma melodia simples que a alma compreenda.


Terceto I

Aqui, o asfalto encontra o verde, suavemente,

 E a vida é uma varanda, um banco sob a mangueira. 

O tempo corre lento, quase transparente.


Terceto II

Tu és a Bossa Nova, a pausa verdadeira, 

No mapa agitado, és a nota que se aguenta,

 Adamantina, doce e sincera, 

a vida inteira.

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