terça-feira, 30 de dezembro de 2025

A Noite como Cúmplice

 No escuro do café, entre a folhagem, 

A noite se fez cúmplice e deserto. 

Natan, em sua esplêndida moldagem, 

Trouxe o mistério para o corpo perto.

Sentir a vida em ruda e doce imagem,

 Onde o desejo surge mais aberto...

 Sua mão guia, em terna e santa viagem, 

A minha boca ao fruto mais liberto.


Ah, que delícia o toque, a mansidão, 

Ver o vigor que a sombra me revela 

Em ritmos de entrega e de emoção!


E o gozo veio, em jorro, em luz, em tela, 

Branco e profundo, em farta comunhão, 

Na noite que se fez de amor estrela.

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