No escuro do café, entre a folhagem,
A noite se fez cúmplice e deserto.
Natan, em sua esplêndida moldagem,
Trouxe o mistério para o corpo perto.
Sentir a vida em ruda e doce imagem,
Onde o desejo surge mais aberto...
Sua mão guia, em terna e santa viagem,
A minha boca ao fruto mais liberto.
Ah, que delícia o toque, a mansidão,
Ver o vigor que a sombra me revela
Em ritmos de entrega e de emoção!
E o gozo veio, em jorro, em luz, em tela,
Branco e profundo, em farta comunhão,
Na noite que se fez de amor estrela.
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