Na adolescência, sob o céu noturno e frio,
Ouvi as sagas do Norte, seu antigo estio.
Canções de heróis, valquírias a cantar,
Despertaram em mim um eterno sonhar.
A neve brilhava como prata ao luar,
E o vento trazia histórias a sussurrar.
Cada folha, cada rio, cada montanha altiva,
Era um verso da saga, viva e expressiva.
Oh, alegria! — esse anseio sem fim,
Que nasce no bosque e no canto do fim.
A natureza era mito, o mito, clarão,
Dois espelhos do mesmo eterno verão.
E assim minha pena, antes simples, voou,
Em óperas, versos, no que o Norte criou.
Pois quem ouve o Norte jamais se perde,
Ele é a chama que em meu peito arde.
Nenhum comentário:
Postar um comentário