quinta-feira, 15 de maio de 2025

A nórdica: O Chamado da Aurora



Na adolescência, sob o céu noturno e frio,  

Ouvi as sagas do Norte, seu antigo estio.  

Canções de heróis, valquírias a cantar,  

Despertaram em mim um eterno sonhar.  


A neve brilhava como prata ao luar,  

E o vento trazia histórias a sussurrar.  

Cada folha, cada rio, cada montanha altiva,  

Era um verso da saga, viva e expressiva.  


Oh, alegria! — esse anseio sem fim,  

Que nasce no bosque e no canto do fim.  

A natureza era mito, o mito, clarão,  

Dois espelhos do mesmo eterno verão.  


E assim minha pena, antes simples, voou,  

Em óperas, versos, no que o Norte criou.  

Pois quem ouve o Norte jamais se perde,  

Ele é a chama que em meu peito arde.  

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