para minha Mãe, Senhora e Luz da minha Vida, Maria!
A Casa Nova é um verso em minha história,
Feita de luz, de sombra e de memória.
Seus corredores longos, vazios, claros,
São rios de silêncio entre os meus farrapos.
No andar de cima, o tempo se demora,
O sótão guarda a voz que ainda chora.
Cisternas murmuram segredos antigos,
Canos borbulham risos, breves perigos.
O vento canta sob as telhas nuas,
Trazendo ecos de ausências já suas.
Livros sem fim, prateleiras a sonhar,
Me ensinaram a amar e a desamar.
Sou filho dessas paredes, desse abrigo,
Desse silêncio que é meu melhor amigo.
A Casa é mais que teto, é raiz, é espelho,
É o verso eterno no meu próprio desvelho.
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