quinta-feira, 15 de maio de 2025

A Casa e Eu

para minha Mãe, Senhora e Luz da minha Vida, Maria!



A Casa Nova é um verso em minha história,  

Feita de luz, de sombra e de memória.  

Seus corredores longos, vazios, claros,  

São rios de silêncio entre os meus farrapos.  


No andar de cima, o tempo se demora,  

O sótão guarda a voz que ainda chora.  

Cisternas murmuram segredos antigos,  

Canos borbulham risos, breves perigos.  


O vento canta sob as telhas nuas,  

Trazendo ecos de ausências já suas.  

Livros sem fim, prateleiras a sonhar,  

Me ensinaram a amar e a desamar.  


Sou filho dessas paredes, desse abrigo,  

Desse silêncio que é meu melhor amigo.  

A Casa é mais que teto, é raiz, é espelho,  

É o verso eterno no meu próprio desvelho.

Nenhum comentário:

Postar um comentário