Foi naquela época, sob o céu sombrio,
Que a fé de infância virou pó e frio.
Cristo, outrora luz, perdeu o brilho,
E o coração buscou outro trilho.
Nas sombras do oculto, ele se perdeu,
Mitologia antiga o seduziu com seu véu.
Deuses pagãos, runas a sussurrar,
Um novo mundo começou a habitar.
A cruz que um dia lhe ensinaram a amar,
Virou ruína, sem poder lhe guiar.
Mas nos mitos do Norte, na magia ancestral,
Encontrou um fogo, um eco celestial.
Ateu, mas não vazio, cheio de assombro,
No oculto e nos ritos, achou seu próprio.
Entre deuses antigos e segredos velados,
Reencontrou a fé em mundos encantados.
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