O galo ergue a manhã.
Não canta — inaugura.
O ar se torna nascente,
e cada nota sua
é um sim do mundo.
Sob o vermelho instante
a luz respira viva,
as telhas cintilam,
o tempo se levanta.
O galo é pura certeza:
o ser desperto em som.
Nenhum mistério o toca,
sua alma é claridade.
Canta — e o universo aceita.
Tudo é novo,
e basta.
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