Aos norte-americanos e seu ministro da saúde que cheirava cocaína no vaso sanitário
No norte ergueram tronos de barulho,
feitos de ouro, câmeras e vento;
um rei de gravata grita ao mundo orgulhoso
como se o eco fosse argumento.
Ao lado, um profeta de jaleco estranho
fareja verdades no fundo do nada,
inclina-se ao vaso — trono mais tamanho —
buscando ciência na espuma usada.
Ó pátria que sonha em aço e bandeira,
que vende futuro em tom publicitário,
como pode a razão dormir tão ligeira
enquanto o poder faz teatro sanitário?
Ah, mundo — tua história às vezes assusta:
há impérios que caem… escorregando na própria farsa.
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