para cecília meirelles
As ilhas, deixam que eu escreva,
e paro de pensar demais.
O mundo se recolhe nas margens,
e minha alma se desfaz.
Ah, viajante —
ouve a chuva da noite cair devagar,
como dedos leves
apagando pegadas do pensamento.
Há uma fogueira, brasa viva,
respirando em silêncio vermelho;
e dentro da pequena caverna
tecida de folhas e sombras,
um guerreiro adormece
com a espada flamejante ao lado.
Tudo repousa.
Até o medo se aquieta,
como animal cansado
de fugir de si mesmo.
Pois a mente pode ser um labirinto
de corredores intermináveis —
mas o coração,
em sua calma antiga,
sempre sabe o caminho.
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