A própria estrutura do cosmos exigia
nada menos que o gesto consagrado:
tecer no pano a lei que resistia
ao caos do mundo impuro e dispersado.
As roupas eram muro e eram oração,
barreira tênue contra a noite alheia,
guardavam o eleito em separação
das profanidades que a terra semeia.
Assim vestidos, caminhavam sós
entre impérios de pó e de ruína,
levando em cada dobra a voz de Deus.
Não por soberba — mas porque após nós
o tempo exige forma que o sustinha:
o corpo, signo vivo dos eleitos Seus.
Nenhum comentário:
Postar um comentário