O Brasil vai dar certo
porque eu quero.
Quero como quem canta
desafinando o medo,
como quem dança
em cima do caos
sem pedir licença.
Quero apesar do ruído,
da ferrugem,
do noticiário das sete.
Quero com essa teimosia doce
de quem sabe
que o futuro não obedece
à estatística,
mas ao desejo.
O Brasil vai dar certo
porque eu quero
— e querer, aqui,
é verbo perigoso,
é gesto tropical,
é fé sem templo.
Quero com samba e circuito,
com axé e contradição,
com erro,
com brilho,
com gente demais.
Não é promessa.
É impulso.
O Brasil vai dar certo
porque eu quero
e porque querer, às vezes,
já é começar.
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