segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Porque Eu Quero

O Brasil vai dar certo

porque eu quero.

Quero como quem canta

desafinando o medo,

como quem dança

em cima do caos

sem pedir licença.

Quero apesar do ruído,

da ferrugem,

do noticiário das sete.

Quero com essa teimosia doce

de quem sabe

que o futuro não obedece

à estatística,

mas ao desejo.

O Brasil vai dar certo

porque eu quero

— e querer, aqui,

é verbo perigoso,

é gesto tropical,

é fé sem templo.

Quero com samba e circuito,

com axé e contradição,

com erro,

com brilho,

com gente demais.

Não é promessa.

É impulso.

O Brasil vai dar certo

porque eu quero

e porque querer, às vezes,

já é começar.

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