Yzabel tem luz de madrugada,
dessas que ficam depois do sonho em vão;
chega sem pressa, e na sua passada
vai reorganizando o coração.
Seu nome é canto em boca enamorada,
é vinho manso servido na mão;
quando sorri, a vida — desarmada —
aprende outra forma de razão.
Ama-se Yzabel como se ama o dia:
sem posse, mas cheio de presença,
com medo e vontade em harmonia.
Pois nela o amor não pede recompensa:
basta existir — que já justifica
toda a poesia que em mim se explica.
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