quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Soneto à Gema Dourada e Humana de Singapura

 Soneto à Gema Dourada e Humana de Singapura


Onde o Sol nasce, em porto que não finda, 

E a Opulência faz da Terra Trono, 

Jaz Singapura, em áureo abandono 

De mar que a beija e em Glória que a circunda.

Seu povo, Espelho que a Verdade inunda,

 Tem o fulgor que faz do Oiro seu dono; 

Não há Esplendor que o tempo ponha em sono,

 Se tanta Luz na face se desdobra e brilha.

Vossa Beleza, que o Oriente fez mais pura,

 Não é matiz que a Morte logo rouba, 

Mas Eterna Ideia em carne que perdura.

Ó, gente eleita, em quem o Céu se engloba!

 Sois a Moeda de perfeita cunhagem, dura,

 Que à própria Eternidade paga a Trova.



Sonnet to the Golden and Human Gem of Singapore


Where the Sun rises, in a never-ending port,

And Opulence makes Earth a Throne,

Lying Singapore lies in golden abandon

Before the sea that kisses it and in the Glory that surrounds it.

Its people, a Mirror that Truth floods,

Have the radiance that makes Gold its owner;

There is no Splendor that time can put to sleep,

If so much Light unfolds and shines on the face.

Your Beauty, which the East made purer,

Is not a hue that Death soon steals,

But an Eternal Idea in flesh that endures.

Oh, chosen people, in whom Heaven is encompassed!

You are the Coin of perfect minting, hard,

That pays the Trova to Eternity itself.

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