sexta-feira, 13 de julho de 2018

Anja



Minha anja
meu coração de prata
geme por teus beijos
e por tua boca de maça.

Ai, que asas belas
que tens, onde carregas
o agridoce mar
e as ventanias divinas,
os sonos do machado
e a dor sem ira.

Anja, anja minha,
vem voando, entra pela janela
e me corta com a
espada do teu cu
de querubina.

Reluz em mim, anja minha, 
teus olhos claros de nuvem,
teus seios duro de farinha, 
deixa-me beijar suas
acerolas de rios que é
o perfume sedoso de sua
vagina de querubina,

onde o gozo leitoso
salta até minha língua,
e sua voz de cristal
soa sílabas escondidas.

Vem,
minha anja,
anja minha,
traz minha cabeça
em sua taça de ouro,
e em seus seios, melodia,
traz minha poesia.

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