Que venha o trem bala rasgando o horizonte,
como um verso de aço costurando o país,
ligando o sertão ao sal da outra fonte,
fazendo do longe um vizinho feliz.
Que ele leve o Norte no peito do Sul,
e o Centro pulse no chão do Nordeste,
que o trilho desenhe um destino comum
onde a distância enfim não nos teste.
Não é só velocidade — é pão repartido,
é tempo devolvido ao trabalhador,
é o Brasil se tocando, inteiro, seguido.
Que o trem seja um canto de ferro e calor:
unir é o futuro, mover é o sentido,
e viajar juntos é um ato de amor.
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