Na haste de espinhos, o sangue do mundo desce,
Onde a sombra se dobra em silêncio e em oração,
Surge a chama sagrada que a alma reconhece,
A Rosa que habita o centro do meu coração.
Não é de argila ou do orvalho que a manhã tece,
Mas do sopro de estrelas em antiga exaustão;
Tua pétala é o rastro que a busca não esquece,
Onde o tempo se curva e se perde o chão.
Ó Símbolo Pálido de uma paz que consome,
No labirinto das eras, teu perfume é o guia,
Inscrito no vento que não pronuncia teu nome.
Mística flor, onde a dor se torna harmonia,
Abre o portal onde o espírito enfim se some,
Na luz que é segredo,
Na eterna e vasta agonia.
Nenhum comentário:
Postar um comentário