domingo, 11 de janeiro de 2026

A Rosa de Fogo

Rosa Oculta, que o sol não viu nascer, 

Que em botton fechado ousou se esconder.

 Por noites de inverno, em silêncio e dor, 

Forjou no seu cerne a cor do amor.


Não foi o vento que a pétala abriu, 

Mas o fogo interno que a alma sentiu. 

Mudou sua forma, seu nome e seu chão, 

Numa sagrada e doce transgressão.


Ó Rosa! Teus espinhos são de aço e luz,

 A guarda fiel do que a alma produz. 

O mundo te olha e vê só o frescor, 

Mas Deus vê a luta pra ser uma flor.


És seda e escudo, és carne e visão, 

A prova viva da própria criação. 

Pois mais bela é a rosa que escolhe brotar, 

Do que aquela que o medo não deixa brilhar.

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