Rosa Oculta, que o sol não viu nascer,
Que em botton fechado ousou se esconder.
Por noites de inverno, em silêncio e dor,
Forjou no seu cerne a cor do amor.
Não foi o vento que a pétala abriu,
Mas o fogo interno que a alma sentiu.
Mudou sua forma, seu nome e seu chão,
Numa sagrada e doce transgressão.
Ó Rosa! Teus espinhos são de aço e luz,
A guarda fiel do que a alma produz.
O mundo te olha e vê só o frescor,
Mas Deus vê a luta pra ser uma flor.
És seda e escudo, és carne e visão,
A prova viva da própria criação.
Pois mais bela é a rosa que escolhe brotar,
Do que aquela que o medo não deixa brilhar.
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