Na noite branca da razão em pranto,
Saadia ergueu a lâmpada do Verbo,
e a fé — crisálida de luz no nervo —
rasgou o caos em pensamento santo.
Falou da Criação — parto primeiro,
onde a matéria tremeu, recém-nascida;
da Unidade, estrela indivisível,
Deus sem contorno, eterno e verdadeiro.
Pesou atributos como quem tateia
um fogo invisível em véus de som,
e à alma deu um nome que clareia.
Mas aos filósofos lançou o dom
da crítica severa: — fria ideia,
sem Deus, é pó que canta e logo some.
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