Solidão
não a da sala cheia
mas a honesta
do quarto aceso
por um pão simples.
Festas
alegria emprestada
brilho alugado
no calendário.
Prefiro
o minuto real:
mãos gastas,
luta diária,
o peso da pedra.
Nenhum céu responde.
Ainda assim
o passo insiste.
Revolta
não grita,
respira.
No frio de dezembro
aprendo
a amar o próximo
sem promessa.
Sísifo sorri —
não porque venceu,
mas porque sobe.
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