quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Diante da morte me sento

 Diante da morte me sento e

escrevo alguns versos para passar o tempo.

Posso deixar isso escrito para

que outro ser leia as ilusões que tenho...


A vida é um eterno pendulo

entre a falta de vida e o desejo de reprodução.

Quem me dera matar de vez essa tristeza

que arrasta o comboio do meu coração.


Se sonho, sonho e me sento,

e quisera eu pensar que a eternidade

existisse em algum segundo.


Miro seu cabelo que um dia

branco tornará em ovelha.

E de novo, na tumba, me deito e sonho.

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