Diante da morte me sento e
escrevo alguns versos para passar o tempo.
Posso deixar isso escrito para
que outro ser leia as ilusões que tenho...
A vida é um eterno pendulo
entre a falta de vida e o desejo de reprodução.
Quem me dera matar de vez essa tristeza
que arrasta o comboio do meu coração.
Se sonho, sonho e me sento,
e quisera eu pensar que a eternidade
existisse em algum segundo.
Miro seu cabelo que um dia
branco tornará em ovelha.
E de novo, na tumba, me deito e sonho.
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