quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Nas altas torres onde a luz habita

Nas altas torres onde a luz habita,

Reina o Primeiro, cuja glória é infinita.

De ouro é seu trono, de chamas sua coroa,

E a sua mão o fogo azul entoa.

Com o escudo de prata e cinco estrelas puras,

Ele teceu do cosmo as formosuras.

Os elfos, temerosos da grandeza,

Chamavam-no "O Outro", guardando a nobreza

Do nome sagrado que a língua não ousa,

Pois a sua força é vasta e misteriosa.


Mas na penumbra onde o abismo se estende,

O irmão sombrio e terrível acende

O ódio profundo que a mente consome:

Nefastus, a aranha de humano nome.

Do vazio frio, onde o nada impera,

Ele ataca a obra que o Primeiro gera.

Planetas e sóis, na dança criada,

Sofrem a ira da besta alada.


Ao fundo do poço o Arcano foi levado,

Mas jura vingança o irmão revoltado.

A luz e a treva em eterno combate,

Até que o tempo o ciclo desate,

E a graça do alto desça e encerre

A antiga dor desta infinda guerra.




Nenhum comentário:

Postar um comentário