sábado, 22 de fevereiro de 2025

No reino deste mundo

 No reino deste mundo, o sábio, agraciado com a sabedoria, clamou com sua voz como um trovão ecoante nas montanhas, condenando a escuridão que assola a terra dos imperadores orientais. Com olhos de profeta, ele enxergou a sombra do passado, enraizada na mentalidade discriminatória que gerou as mulheres de conforto, fruto amargo da árvore da opressão imperial.


O clamor de justiça ressoou nos corações dos justos, clamando por um pedido de desculpas que ecoasse pelos séculos, como um murmúrio do perdão divino. Não apenas pela dor infligida, mas pela negação da paz, pela reverência à guerra como se fosse virtude.


A espada da palavra afiada em sua boca,  denunciou o abuso e a violência, entrelaçando os destinos, personagem imortalizada em suas páginas, como as vítimas esquecidas da história. Nas brumas do tempo, ele gravou em suas páginas a teia complexa da sociedade patriarcal, onde o poder corrompe e o silêncio grita mais alto que as trombetas celestiais.


Assim, como um profeta que encerra um capítulo de sua escrita sagrada, ele estende suas mãos cansadas dos laços literários, para erguer a bandeira da paz e da reconciliação. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário