sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

ele encontrou sua verdade

 Antigamente, um andarilho vagava pela terra

Cavando buracos e escondendo tesouros de grande valor

Com o passar dos anos, sua memória diminuiu

Esperando que um dia os tesouros sejam recuperados


Como ciganos na noite, ele vagava por toda parte

Construindo casas só para vê-las colidir

Ele embalou suas memórias em caixas com cuidado

Sem esquecê-los, ele viajou para seu próximo covil


Mil vezes ele trilhou a mesma estrada

Mil vezes sua história se desenrola

Ele estava sem raízes, seu lar nunca foi encontrado


Ainda assim, um lugar em seu coração, as memórias abundam

Suas raízes não estavam no solo ou na argila

Mas nos contos e memórias que ele guardou


Ele não tinha raízes, nem laços para amarrá-lo

Apenas uma alma tão livre quanto o vento errante

No silêncio da noite, ele vagava

Em busca de um lugar que pudesse chamar de lar


Um andarilho, um sonhador, um nômade em fuga

Com as memórias como guia, ele viajaria noite adentro.

E assim, queridos amigos, lembrem-se desta velha história

De um andarilho com histórias não contadas


Pois em sua peregrinação, ele encontrou sua verdade

Uma vida bem vivida, em busca da eterna juventude.

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