Antigamente, um andarilho vagava pela terra
Cavando buracos e escondendo tesouros de grande valor
Com o passar dos anos, sua memória diminuiu
Esperando que um dia os tesouros sejam recuperados
Como ciganos na noite, ele vagava por toda parte
Construindo casas só para vê-las colidir
Ele embalou suas memórias em caixas com cuidado
Sem esquecê-los, ele viajou para seu próximo covil
Mil vezes ele trilhou a mesma estrada
Mil vezes sua história se desenrola
Ele estava sem raízes, seu lar nunca foi encontrado
Ainda assim, um lugar em seu coração, as memórias abundam
Suas raízes não estavam no solo ou na argila
Mas nos contos e memórias que ele guardou
Ele não tinha raízes, nem laços para amarrá-lo
Apenas uma alma tão livre quanto o vento errante
No silêncio da noite, ele vagava
Em busca de um lugar que pudesse chamar de lar
Um andarilho, um sonhador, um nômade em fuga
Com as memórias como guia, ele viajaria noite adentro.
E assim, queridos amigos, lembrem-se desta velha história
De um andarilho com histórias não contadas
Pois em sua peregrinação, ele encontrou sua verdade
Uma vida bem vivida, em busca da eterna juventude.
Nenhum comentário:
Postar um comentário