O silêncio do império pesa sobre a pedra,
e a lei, fio esticado no vazio,
rompe-se no nome que a tarde decifra.
Cristo: o termo, o cume, a margem do rio.
A Igreja respira como um corpo de arcos,
onde o sangue circula semântico e cru,
enquanto o século chora, disperso nos barcos
sob o juízo de ferro do céu sul.
No pão partido que a memória sustém,
a Ceia brilha, lâmpada antiga no altar,
e o Oriente recolhe o dom que vem
da presciência que sabe o sol olhar.
Mas a teologia não cruza o mar do ocidente:
lá, o destino forja a sua lâmina fria,
enquanto a ásia reza, silenciosa e clemente,
à margem da predestinação e do dia.
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