segunda-feira, 10 de agosto de 2026

As Negras Montanhas - POESIA

 



as negras montanhas 
abertas do mar
                         contraluz
o corpo             negro
esquiva             o éfebo
mar             adentro
fartura         do
            corpo
                      escuro!






CANÇÃO 
noite
ou a             tropical
melancolia

quem             disse
que         ela tinha
esse         corpo
todo de
mariposa             escura

vê bem             vê bem!






MEMÓRIA
ele gemeu enquanto
eu engolia             a sua enorme picona             de negro
ele lembra ele lembra ele lembra
mas a noite             se foi e as estrelas
também             se apagaram







VIAGEM
            sonha
mas                 seu corpo nu
se             foi





A PEDRA
o falo do             fauno
pedra d'             obelisco
perfurado, testado, envolto             em azul
revela o ser que nunca foi             e nunca será.






RAÍZES SELVAGENS
Aquele que tece a noite com as mãos esqueceu, 
em meio aos soluços, de me         dizer o que a rosa queria.





PERGUNTA SÓ
Você             fica cego
por             beijos
mesmo     quando o         vento
molha seu rosto
mesmo quando             a pedra
ou qualquer         coisa
vive ou faz         algo viver
deixe-nos             viver.





O ABSURDO DE VOCÊ
Ver a floresta         escura do seu corpo
 se abrir para         mim entre as estocadas 
de beijos, entre a     despedida e 
o ponto de ônibus             – que absurdo!




DIRÃO
Qual     corpo de janela?
Uma     estrela.
A morena         bufa.
Para     mim.
Para endurecer     o sol do     sal.








Nenhum comentário:

Postar um comentário