terça-feira, 10 de março de 2026

O Monismo de Ainola

 

O Monismo de Ainola

(Homenagem a Jean Sibelius)

Na cripta do Setentrião, o som se liqüefaz,

Entre o basalto frio e o bico do abutre;

É o Panteísmo atroz que o gênio nutre,

Na simbiose ríspida em que a alma jaz.

Busca a "Luz" — esse fósforo das eras —

No sêmen das estrelas, no granito,

Esculpindo o silêncio do Infinito

Nas cordas de titânio das quimeras.

A "pureza" é o vácuo! A sinfonia

É a célula vibrando a agonia

De um sol que se resfria no Mar Báltico...

E o Maçom, no cinzel do som profundo,

Deglutiu o esqueleto deste mundo

Para erguer o seu Templo Geométrico e Ártico!

 

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