terça-feira, 10 de março de 2026

Magia: alguns poemas


 

Flores e Frutos

Flores e Frutos:

no jardim do meu coração

dançam com luas brancas

estagnadas e frias.

Flores e Frutos:

no jardim da minha alma,

asas de coração quebrado

que eu já amei um dia !

Flores e Frutos: 

alecrim que usei.

Flores e Frutos: 

alecrei... que amei um dia...



A Lua

A Lua é uma menina morena

que anda de chapéus nublados

pelo céu encarcerado de

estrelas bonitas.


Já te amei algum dia?


A Lua é uma menina morena...

tem seios duros de estanho.

A Lua é uma menina sombria

que não ri nem acena adeus.


Já te amei algum dia, amor meu?



O Cavalo

Esse céu pálido e nublado,

essa chama de seus cascos,

para onde percorres assim

tão rápido, amor?

Meu coração é feito de vidro,

caiu no chão, espatifou.

Só eu ouvi os seus cascos

percorrendo meu coração?

Amor, eu não duvido de nada.

És um cavalo preto e mágico

que percorre os cinzentos ares.

Posso dormir acordado.

Mas meu coração de vidro,

caiu no chão. ESPATIFOU!


POESIA

Amor, por favor,

não tente entender a poesia.

A poesia é uma nuvem

ou uma eterna melancolia.

A poesia é o pulsar do

peito dos poetas coroado

por névoa e água muito fria.

Amor, por favor, não tente

entender nada da poesia.

A poesia se comunica apenas

com a alma dos homens,

com as igrejas barrocas,

com a luz ensolarada do dia.



A selva das cidades

A selva das cidades

invadiu o meu peito um dia.

Walt Whitman, que

barba elegante essa que

tens... Traz-me seus poemas

e vamos lê-lo no muito além.

Lorca me visitou esses dias,

tinha o rosto dourado e muitas

melodias... 

A selva das cidades

invadiu o meu peito um dia.



dor da ausência 

Ay, de mim!

Sou do tipo dos poetas que

esperam pela

inspiração.

Mas eu digo que a minha

preguiça é o motor do meu coração.

Ay, de mim!

Sou incapaz de desejar

as coisas mínimas que querem de mim.

Não posso desprezar a natureza do meu ser.

Lançai meu corpo para debaixo do mar,

lançai o meu corpo para fora da terra.

Não, amada minha,

não, eu já disse mil vezes que não,

não sou daqui,

não tenho futuro nem presente.

Sou parte do esquecimento,

sou amante do poente.

Ay, de mim!

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