Eis falar de novo do mar,
essa quantidade excentrica
de água dançarina a ir e vir,
onde os barcos se vão e voltam.
Ei, o mar é uma quantidade
de sal e de afogados, de seres
que dentro de suas trevas
não vemos os braços levantados.
Queria eu ser um molusco marinho
e poder esquecer que um dia vivi
sendo um ser de osso e carne.
Poderia me perder no mar selvagem,
e na boca de um tubarão ser enterrado
no nada que existe INfindavel.
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