(Fragmento)
Contra a Natureza
Contra o Zoe e o Logos
O OIKOS em chamas.
O vulto sobre o monte (de moedas)
Ouro sobre ouro, o brilho sem sêmen
pecunia non parit pecuniam
Sorriu para mim, dentes de marfim falso
Sentado no trono da Usura.
Disse ser de Cristo, a face lavada em batismo
Mas o riso era o peso do denário.
Era cristão — disse ele — entre os pilares
Mas sua missa é o juro, sua cruz é o balanço.
Shylock sob a pele de Paulo?
Não.
Apenas a morte do artesão sob o peso do metal.
O riso que corrói a pedra de Passignano.
Era cristão.
E o ouro sorria de volta.
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