terça-feira, 5 de maio de 2026

Da cor preta

 Vinho puro, vinho

perfeito, da noite

densa e seca que

me fere o ar de

beijos que não tive.


Ah, imaginação perversa!

porque segues meu passo

por entre esses muros rídiculos

chamados homens que

me rodeiam?


Sobre a escuridão desse 

corpo nada resta pára dizer

 desse belo vinho, 

esse elemento visual, 


essa profunda dor, 

esse misticismo que 

a identidade do nosso

amor impacta quando 

sonhamos em estar juntos

 (pelo menos, antes de te 

perder te celebrei 

em alguns instantes).


Deixa de soluçar

 esses pecados, me dirão outros, 

mas eu peço para a minha alma: 

traz a escuridão das trevas do 

teu corpo para os meus

 suspiros de melancolia.


Ao mistério da vida, 

esse amor obscuro, 

desconhecido e profundo,

 envolto na densidade 

dos mistérios angelicais


 do divino, vêm, descansa

 teus seios de químera sombria

 na minha boca, a smbra dos

 teus cabeços trágicos sobre

 o meu pesado farto de existente

 humano nessa terra fria, 

onde a noite e o dia são um

 auto-retrato da ausência 

da luz que me guia para

 teu corpo escuro. 


Óh minha rouxinol divina!

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