Vultos de pavor, formas violentas,
Cravadas no ébano rústico e bruto,
Máscaras puras de um poder oculto,
Que acendem almas e visões cinzentas!
Gritam nos vermelhos e nas tintas quentes,
O espasmo cego de um calor indulto,
Força selvagem que consagra o culto
De antigas raças, livres e potentes.
Não há disfarce no semblante rude,
Há uma verdade que a matéria encerra,
Longe do frio traço do Ocidente...
É o sopro eterno, a mística atitude,
O sangue vivo que palpita a terra,
No olhar de fogo desse deus ausente!
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