Ai de mim, que te amo,
minha tosca musa, minha rude
esfera, onde repouso os olhos,
ai de mim, que te amo,
e meus passos me levam
até ti e meu coração dança
e minha alma pula quando
te vê, e minhas mãos tremem
e minhas pernas bambeiam
diante de suas belas nádegas
russas, diante do seu rosto
moreno de farinha, de pão.
Ai de mim, que sou apenas
quando estou contigo,
que existo quando sua
boca se estende na minha
como uma colher quente
e libera a adrenalina divina
dos querubins em nossas
mãos.
Ai de mim, companheira,
que quando não estás aqui
o silêncio me acaricia
com recordações de
sua doce amora,
dos seus pomares
seiosos de luas como
duas rosas pontudas
em direção ao oriente.
Ai de mim, que te amo,
companheira do vinagre,
amiga do meu coração,
cantora do eterno momento
do amor e das gotas vivas.
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