Ó Espíritos de Palha e de Luz, Que a vassoura de ervas conduz! Pequenos bruxos de faces de mel, Levai-me aos campos do vasto céu.
Do capim seco nasce o trovão, No espaço onde os astros estão; Vossas mãos, que o destino traçam, Agora os braços para mim abraçam.
Longe do peso da terra e da dor, No vácuo sagrado, no eterno fervor, Abri vossos mantos de prata e de giz, Pois só em vós sou um ser aprendiz.
Não temo a noite, nem o escuro sem fim, Se vossos braços se abrem pra mim; Pois na dança da vassoura e do véu, O chão do mundo torna-se o Céu.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2026
O Voo dos Pequenos Magos
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