domingo, 14 de dezembro de 2025

O Canto do Refúgio

 


Por trilhas rochosas e vales de mágoa,

 Eu vi seu espírito, curvado pela água. 

Seu manto, esfarrapado pelo espinho e pela névoa, 

Sua alma, marcada pelo antigo medo.

Você cruzou pontes, 

enfrentou sombras, carregou um peso 

pesado sozinho.

Noite após noite, a vigília do destino 

Pousou sobre você, um fardo sem tino.

 Mas agora a jornada, por um instante, se finda, 

Sob o céu azul, onde a paz nos inunda.

Descanse aqui, viajante. Sente-se perto da fogueira, sinta o calor.

Deixe que o fogo que dança, em chamas douradas,

 Queime o cansaço das eras passadas.

 Pois aqui, onde os rios cantam a sabedoria, 

O tempo flui suave, sem pressa ou agonia.

Batidas  suaves, música relaxante, Sons medievais pacíficos te cercam.

Não temas a escuridão que a brisa murmura

; São os ecos da floresta que cura. 

A música da água, a harpa que nos chama, É o bálsamo élfico que a alma reclama.

Solte o que o prende, o fardo que o dobra, 

Pois a paz que buscava, aqui se desdobra.

 Durma, pois o amanhã trará um novo alvorecer, 

E um coração renovado para o que há de vir.

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