A "chuva de agora" carece de propriedades específicas; é um evento de pura hidrodinâmica sobre o telhado. Não há vestígios de "você" nos meus sonhos — aquela zona de "reconstruções arbitrárias" onde a mente costuma arquivar o que perdeu.
Trata-se de uma "omissão deliberada" do subconsciente. Como um espécime que se recusa a ser classificado sob a lente do desejo, sua ausência é a prova de uma "ecologia limpa". Onde antes havia o "sentimentalismo da neblina", hoje existe apenas o rigor da água batendo no zinco.
A chuva, em sua "neutralidade absoluta", não transporta o fantasma de nenhuma figura; ela é apenas hidrogênio e oxigênio em queda. É preciso apreciar esta "austeridade do sono": sonhar sem o peso da presença alheia é a forma mais alta de independência biológica.
Nenhum comentário:
Postar um comentário