Verde-mar de sombra e sumo,
A lua parte-lhes o talo.
Ninfas de cristal e prumo,
Choram desejo e desmaio.
A carne roxa se desfaz,
No corpo que procura o corpo.
Um canto de anjo na raiz,
Um grito mudo de aborto.
Na mesa de madeira escura,
Sonham coito e esquecimento.
Escurece a doçura,
Vento de morte no lamento.
Em seus ventres, mel e areia,
Segredos de sal e paixão.
Uma ferida que goteia,
No coração da solidão.
Esmagadas, quase vivas,
O suor da noite as beija.
Uvas da terra cativas,
Que o sono rubro não deseja.
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