Não é uma questão de volume, mas de uma "massividade latente" que repousa sob o peso do teto. O sofá, como um dorso de couro cinzento, exibe a imobilidade de quem não tem pressa; um animal de quatro pés (ou pernas de madeira)
que respira através das frestas da janela. Nesta "vasta bacia de quietude", o tapete é o lodo seco onde ele se afunda. O sono de uma sala é um evento geológico: uma criatura de "substância inabalável" que ignora, solenemente, quem a habita.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2025
A Sala
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