Eu te amo como um tambor se lembra
da primeira mão (antes da história aprender nomes)
Seu sorriso curva a luz; até o silêncio
aprende a dançar dentro do seu sim
Você caminha e a terra escuta —
sal, açúcar, carvão se transformando em respiração
Meu coração esquece a gramática perto de você
(torna-se um rio que soletra sua pele)
Sua negritude não é noite, mas semente,
um sol dobrado profundamente no solo e na canção
Eu toco o futuro onde você está
e o tempo, envergonhado, se afasta:
o amor é um país que inventamos juntos,
onde Haiti é a palavra para lar.
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