segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Novo Haiti



Eu te amo como um tambor se lembra

da primeira mão (antes da história aprender nomes)

Seu sorriso curva a luz; até o silêncio

aprende a dançar dentro do seu sim


Você caminha e a terra escuta —

sal, açúcar, carvão se transformando em respiração

Meu coração esquece a gramática perto de você

(torna-se um rio que soletra sua pele)


Sua negritude não é noite, mas semente,

um sol dobrado profundamente no solo e na canção

Eu toco o futuro onde você está


e o tempo, envergonhado, se afasta:

o amor é um país que inventamos juntos,

onde Haiti é a palavra para lar.

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