teu corpo
é uma ilha que aprende a respirar
entre sílabas quebradas
do meu nome
teu riso
— tambor que não pede licença —
faz o tempo
descalço
amo-te
como a noite ama o sal
como o suor entende o sol
sem explicação
há em tua pele
uma memória que caminha
mais antiga que mapas
mais viva que fronteiras
quando me tocas
o mundo desaprende a ferir
e o caos
fica pequeno
amo-te assim:
com palavras que falham
e um coração
que insiste
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