Vê esta fêmea-fruta, em cio e em espasmo,
Que na morfologia do apetite,
Ao lúbrico contato, enfim, permite
O dissolver-se em pútrido sarcasmo!
Ninfomania celular! O pasmo
Do bicho que no açúcar se permite...
Grosso plasma de corpo que transmite
O coito vil do átomo com o abasmo.
Na mesa? Não! Na cama do elemento,
Onde o carbono busca o seu momento
De ser carnal, de ser fluido e ser lama.
A estrutura apodrece... e o homem, triste,
Sente que a vida, enquanto o fruto existe,
É apenas o verme que o prazer conclama
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