A fruta é tão fêmea!
Tem um corpo grosso,
Um corpo de carne Que se dissolve à toa.
Não é coisa de mesa,
De faca e de etiqueta.
É coisa de cama,
De morder sem pressa,
De se perder no sumo
Que escorre pela mão.
Ninfomania de polpa?
Talvez. Mas é um coito tão macio,
Tão de corpo para corpo, Que a gente até esquece Que a vida é difícil.
Quero as frutas assim:
Quase se desmanchando, Sem nenhuma estrutura, Só o puro prazer De possuí-las no escuro.
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