Ouçam!
Nas barbas do cafezal latifundiário,
a noite não é um cobertor para os tímidos.
É uma fornalha!
Eu e Natan. Ele, erguido como um
obelisco de ébano, desafiando
a física dos bons costumes.
O jato de urina corta o silêncio —
um arco voltaico aterrando na terra!
Eis que o corpo se manifesta! Ele disse: "Senta!"
como quem comanda uma frota de couraçados. Eu hesitei? Não importa.
A mão dele — tenaz de aço, veludo de operário
— conduziu o meu rosto ao epicentro do mundo.
Não houve vício, houve o Triunfo!
Minha boca, fábrica de palavras, calou-se para ser
fábrica de prazer. Minha mão, engrenagem rápida,
trabalhou a carne em riste, até que o universo estancasse.
E então... O jorro! BRANCO! GROSSO!
Como lava de um vulcão proletário, expulsando
para fora toda a repressão dos séculos!
Amo este instante! Amo o homem que se entrega ao
homem sob o silêncio das plantas fascistas!
Neste café, colhemos hoje a mais pura
revolução da carne!
Nenhum comentário:
Postar um comentário